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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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O clima equatorial

Mäyjo, 06.02.15

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É aquele que ocorre a baixas latitudes (ou seja, na região próxima a Linha do Equador) na Amazónia, na Ásia e em África.

As principais características das regiões de clima equatorial são a alta temperatura e humidade durante o ano todo, esta última, resultado dos altos índices de evaporação provocados pela temperatura que se mantem em torno de 26°C o ano todo, com muito pouca variação.

A pluviosidade nas regiões de clima equatorial também é bastante alta (da ordem de 2.000 a 3.000 mm por ano) o que mantém a humidade relativa do ar em cerca de 90%. Devido à baixa amplitude térmica e ao nível constante de pluviosidade, não existe diferenciação de estações neste tipo de clima e nem um período seco (como no clima tropical, por exemplo).

INICIATIVA DE MOBILIDADE QUER CIDADÃOS A TRABALHAR EM CASA UM DIA POR SEMANA

Mäyjo, 06.02.15

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A ANA (Aeroportos de Portugal) é a primeira empresa a adoptar a iniciativa De5para4, desenvolvida pelaconsultora TIS e que pretende promover a mobilidade sustentável entre os colaboradores da empresa. O objectivo deste programa passa por sensibilizar os colaboradores de uma qualquer empresa a utilizar mais vezes os transportes públicos ou modos suaves ou, inclusive, a convencer a empresa a apostar no teletrabalho – esta última opção, porém, não está contemplada na abordagem da ANA à De5Para4.

Segundo a TIS, a iniciativa tem como pano de fundo um jogo no qual cada colaborador é um jogador que tem metas para melhorar a sua sustentabilidade. Assim, as viagens entre casa e o trabalho correspondem a pontos, emissões de CO2 e calorias consumidas, que irão permitir aos jogadores, equipas de trabalho e à própria empresa perceberem como podem ser mais sustentáveis na sua mobilidade.

“[O objectivo] é estimular os trabalhadores das empresas a ponderarem formas alternativas de deslocação e a conhecerem os seus verdadeiros custos e benefícios”, explicou em comunidade João Bernardino, consultora da TIS.

Durante os próximos quatro meses, os colaboradores da ANA jogarão ao De5Para4: eles terão acesso a várias informações ligadas ao tema e a uma plataforma de carpooling. Ambas permitir-lhes-ão ponderar e planear viagens mais sustentáveis e saudáveis. No final haverá prémios para os melhores jogadores. “Em 2015 haverá a possibilidade de outras empresas portuguesas aderirem à iniciativa”, explicou João Bernardino.

Para além de promover alternativas de mobilidade para tentar combater o congestionamento do tráfego – um flagelo que custa entre 1 a 2% do PIB de alguns países – o De5Para4 aposta também num método simples para melhorara a semana do trabalhador, transformando-a de cinco viagens para o trabalho para apenas quatro. O objectivo é que, num dia semanal, o utilizador fique a trabalhar a partir de casa.

O projecto insere-se no MOBI – Promovendo a Mobilidade Inteligente entre os Trabalhadores, do programa Intelligen Energy Europe. Este realiza-se em seis países europeus, incluindo Portugal.

Foto: Feliciano Guimarães / Creative Commons

Glocalização, pessoas e economia são o futuro das cidades médias

Mäyjo, 06.02.15

Glocalização, pessoas e economia são o futuro das cidades médias

Como podem as cidades médias (ou concelhos médios, no caso de Cascais) investir no seu futuro sustentável? A questão colocada hoje, na Culturgest, aos presidentes de Cascais, Águeda e Viseu não terá bem esta, mas os três partilharam a sua visão para o futuro dos respectivos municípios e as respostas, curiosamente, foram tudo menos ensaiadas.

“[Sou adepto] da glocalização, ou seja, na aposta dos factores diferenciadores para ser competitivo”, frisou Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Cascais. O autarca recordou as invejáveis condições geográficas do seu concelho – perto do mar, com um Parque Natural a ocupar um terço do espaço e junto a uma capital europeia – e vincou que ter uma boa governança e salvaguardar os recursos são políticas fundamentais para qualquer líder de cidades.

“Temos feito cidades insustentáveis e estúpidas. São agregadoras de homens e não facilitadoras”, criticou. Carreiras explicou ainda que quer investir no turismo de saúde e em três C’s. “Conhecimento, competências e criatividade”.

Outro dos presentes no debate, Gil Nadais, presidente da Câmara de Águeda, foi mais pragmático na sua abordagem. “O principal capital das cidades são as pessoas. São elas que criam o emprego, que são responsáveis pela necessidade de escolas, educação, que depois criam os tempos livres e as respectivas infra-estruturas”, explicou.

Esta pirâmide de necessidades só é possível com uma economia pujante. “Queremos pôr as pessoas a desenvolver a região, uma comunidade viva. Não nos comparamos a Viseu ou Cascais, mas apostamos nas pessoas”, explicou.

O autarca insistiu também na necessidade de desburocratizar os processos dos munícipes e aposta na sustentabilidade – nas bicicletas eléctricas partilhadas, por exemplo.

Finalmente, o presidente da Câmara de Viseu, António Almeida Henriques, confessou-se “novato” nas lides autárquicas mas chegou com várias cartas na manga. “Acabámos de garantir a ida da Biz Direct para Viseu, ganhámos um concurso a cinco cidades, duas delas internacionais”, explicou.

Almeida Henriques explicou que a grande mais-valia de Viseu é a sua qualidade de vida, atracção das pessoas para o centro histórico e vida universitária. “Temos sete mil pessoas no ensino superior, o que se reflecte na dinâmica da cidade, sobretudo cultural”, argumentou. A cidade tem um sector de comércio e serviços “muito activo” e tem como desafio constante o tentar fixar as pessoas no interior.